quarta-feira, 30 de maio de 2018

NOVO



Recentemente  em Brasília foi realizado o Fórum Mundial de Água, entre as muitas discussões estava a pauta da segurança hídrica mundial e a nacional. Ao ouvir e analisar os principais temas lá discutidos, algumas indagações vieram a minha mente. 

Principalmente motivada por textos que li no site da Nasdaq (Invest in Water Before is to late) e no blog The Big Picture do jornalista norte-americano Barry Ritholtz (5.7 bilion people to run short of drinking water by 2050) decidi também incitar a discussão sobre o assunto aqui, abordando números nacionais e mundiais no contexto do mercado de ações brasileiro e norte-americano.

Por que comparar o mercado de ações de países tão diferentes? Estes são os mercados que essa humilde autora tem mais conhecimento. Gostaria muito de fazer uma análise mais ampla, principalmente utilizando os dados de mercados asiáticos relacionados a China e o Japão por suas características geopolíticas e econômicas. Contudo, como a maior parte das informações sobre as empresas e estatísticas estão em mandarim ou japonês, para mim é uma missão impossível fazer uma análise realística desses dados. 

Sem mais demora, aqui descrevo um guia do que se tratarão esses artigos:

1. Introdução
2. Distribuição e consumo mundial de água
3. Projeções de consumo
4. Balanço Hídrico brasileiro
5. Empresas brasileiras de água e saneamento listadas na bolsa
6. Dados fundamentalistas das empresas brasileiras
7. Empresas norte-americanas listadas na NASDAQ
8. Dados Fundamentalistas das empresas norte-americanas
9. Comparações de crescimento do setor Brasil x EUA
10. Conclusão

1. Introdução

Que a água é essencial para o desenvolvimento humano, ninguém nega. Apesar do nosso grande planeta se chamar "Terra" é notória a quantidade de água que nos circunda na formação dos oceanos. Cerca de 70% da superfície terrestre é composta por água, contudo uma pequena parte dessa água é potável. 

O recurso é distribuído de forma desigual entre os países, no entanto muitas pesquisas apontam para uma carência mundial de água potável a longo prazo. Esse cenário, caso se confirme, pode alterar profundamente as relações do mercado geopolítico e financeiro, fazendo com que esse ativo seja o ator principal nos investimentos ao decorrer do tempo.

2. Distribuição e consumo mundial de água


 Antes da abordar a questão mercadológica é importante entender como a escassez de água atinge os diversos países. Hoje, notadamente, os países pobres são os que mais sofrem com a escassez de água. Além de geograficamente desfavorecidos os mesmos não possuem a tecnologia necessária para suprir as suas necessidades hídricas.
A tecnologia de tratamento e captação de água tem uma importância tão grande nessa equação relacionada a escassez de água, que Israel, um país localizado em um ambiente desértico, é um dos maiores exportadores de produtos hortícolas e frutícolas.

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Mapa demonstrando a escassez de água por país

O mapa abaixo demonstra que o consumo de água é desigual. Um pequeno conjunto de países compreendidos pela América do Norte e alguns países do oeste Asiático possuem os habitantes que mais consomem água no mundo. O consumo está relacionado diretamente ao estilo de vida e os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) ou ao crescimento industrial e agropecuário, atividades altamente dependente de água.

Consumo de água por habitante - FAO 2015

3. Projeções de Consumo






A ONU durante o Fórum Mundial de Água lançou um alerta sobre a possibilidade de que até 2050 cerca de 5,7 bilhões de pessoas sofram com a escassez de água.

4. Balanço Hídrico Brasileiro

Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), o balanço hídrico brasileiro - o balanço entre a oferta e a demanda de recursos hídricos - ao ser analisado qualitativamente e quantitativamente, revela que as regiões onde moram a maior parte da população sofre com a disponibilidade de água potável. Os motivos da baixa qualidade de água está geralmente relacionado com a poluição de mananciais.

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5. Empresas brasileiras de água e saneamento listadas na bolsa

De acordo com a própria BM&FBOVESPA na categoria de água e saneamento podem ser encontradas as seguintes empresas:


Existe uma tendência a acreditar que o setor ganhe força ao longo dos anos. Em um panorama internacional é possível crer que as empresas ligadas na tecnologia de extração e purificação de água ganhem destaque no mercado. Enquanto no Brasil as empresas de saneamento - devido a alta poluição de mananciais- ganhem cada vez mais importância, que pode ou não estar associada com o crescimento dessas empresas e consequentemente valorização de seu capital.


No próximo artigo irei detalhar os seguintes aspectos:

6. Dados fundamentalistas das empresas brasileiras
7. Empresas norte-americanas listadas na NASDAQ
8. Dados Fundamentalistas das empresas norte-americanas
9. Comparações de crescimento do setor Brasil x EUA
10. Conclusão

Aos que leram tudo até aqui, serei grata se deixaram seus comentários sobre o assunto. 

Até mais

;)

Água: O investimento do século? Parte I

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quinta-feira, 22 de março de 2018




Apesar de afastada da produção de textos, mantive a leitura dos blogs dos colegas. E como não quero  deixar A Dona da Grana morrer, a cada quinze dias vou atualizar o blog com novas postagens com conteúdo que seja relevante para a nossa pequena comunidade investidora.

A maioria dos blogs são originalmente em inglês ou espanhol, caso tenha dificuldades com a língua o google tradutor estará a toda disposição para te ajudar.

Boa leitura!


Vamos a lista:

1. CSI Investing

O nome do site é uma paródia à série norte americana Crime Scene Investigation (CSI), aquela focada em investigações criminais na qual mostrava o trabalho de peritos criminais durante a investigações de crimes.

A proposta do blog é bem parecida com a série. O autor literalmente disseca vários casos de estudos que vão servir de base para ele em suas análises fundamentalistas. Além de outros textos relacionados á assuntos de política e economia.

csinvesting.org

2. Gestores de Riesgo y Morosidade 

Blog originário da Espanha e portanto vai tratar muito profundamente sobre temas econômicos espanhóis. Contudo se você cavar um pouco mais vai encontrar artigos falando sobre a União Europeia também.

gestoresderiesgo.com

3. Financial Samurai

O autor é ex-colunista do Financial Times e tem muita propriedade ao falar quando o assunto é economia. Dicas, estudos, planilhas e histórias engraçadas são usadas em suas avaliações da economia norte americana.

financialsamurai.com

4. Abnormal Returns

Idealizado por Tadas Vikanta é uma das maiores referências da blogosfera financeira. O autor e criador do blog tem vinte anos de experiência em economia e além de escrever sobre temas interessantes, convida diversos autores para contribuir com o blog.

abnormalreturns.com

5. The Big Picture

Escrito por Barry Ritholtz o jornalista de economia mais influente dos EUA e também e co-fundador e chefe de investimentos de sua própria gestora de investimentos. O seu blog é focado em macroeconomia e investimentos, ou seja possui ótimas informações para quem gosta de análises setoriais e quer investir em áreas estratégicas.

ritholtz.com








É isso pessoal. Qualquer dica ou sugestão de outros blogs gringos, deixe aqui em baixo na seção de comentários.

TOP 5 blogs de investimentos gringos que você deveria conhecer

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

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Hoje a Bovespa abriu com forte queda e teve suas operações interrompidas por 30 minutos


O que aconteceu?


A Operação Lava Jato fez mais vítimas. O então presidente Michel Temer teria sido gravado pelo dono da JBS pedindo propina para calar a boca do ex-deputado Eduardo Cunha. Até aí nada novo e você sabe de tudo isso, correto?

Com isso, o senhor mercado amanheceu hoje super estressado. Com mais uma "crise" batendo em sua porta a Bovespa abriu com forte queda, cerca de 8,74% as 11h45.

 A Bovespa acionou então o circuit breaker  que é um mecanismo de controle da variação dos índices para evitar movimentos muito bruscos nos mercados. No caso das negociações da Bovespa, quando as cotações caem mais do que 10% em relação ao fechamento do pregão interior as negociações são interrompidas.

Algo que não acontecia desde de 2008, quando o mercado imobiliário norte-americano entrou em crise e levou as outras bolsa de valores do mundo a registrarem quedas bruscas.


Gerenciando momentos de risco

O sistema capitalista é composto por crises, portanto é necessário que o investidor de risco saiba como agir em um momento de risco.

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O país está vivendo um momento de contração econômica agravado pela crise política, mas isso não significa que os seus investimentos vão derreter e nunca mais você irá recuperar o valor investido.


Quanto maior o risco maior é o retorno. Então sentir um frio na barriga nos momentos de crise é algo normal, indica que você está em um bom caminho em direção a um bom retorno de seus investimentos.


Quando se trata do investimento de risco a crise e a perda de valor de ações é algo esperado. Inclusive o primeiro Axioma de Zurique fala justamente sobre o risco.
Vamos relembrar esse axioma?


"Preocupação não é doença, mas sinal de saúde. Se você não está preocupado, não está arriscando o bastante."
Primeiro Axioma menor: Só aposte o que valer a pena.
Segundo Axioma menor: Resista à tentação das diversificações.
Conclusão: Não tenha medo de arriscar um pouco. Alto risco significa alto retorno.

Portanto, aquelas ações em que você possua um determinado nível de confiança e que possui excelentes indicadores econômicos ao longos dos anos e uma diretoria sólida e eficiente não merece ser simplesmente descartada de sua cesta de ações. Concorda comigo?
Neste momento uma dica interessante é seguir os passos do maior especialista em crises, e, que devido o seu conhecimento multiplicou sua fortuna ao longo dos anos.

John Templeton tinha a seguinte filosofia: Procure mercados onde a perspectiva é miserável. Em locais como esses você pode encontrar barganhas. Comprando ações a valores extremamente baixos e depois as revendendo pelo seu real valor.


Confira abaixo outras dicas de Templeton:






Esse não é o momento para vender, mas o momento exato para comprar


Quer saber mais sobre John Templeton? Clique aqui e veja a sua biografia completa e técnicas de investimentos.

Gestão de risco - Não venda as suas ações agora

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domingo, 9 de abril de 2017









Olá pessoal,


A todos os leitores do blog acho que devo algumas satisfações, pois desde de fevereiro (caramba!), o blog está sem postagens regulares.

Pois explico o que houve...

Primeiro: Meu pc quebrou, apesar de ainda possuir as outras benesses da tecnologia como tablet, smatphone e outras cositas mais eu simplesmente não tenho paciência para escrever textos longos em dispositivos touch screen.

Segundo: Fui demitida e isso mexe com o psicológico da gente sabe. Além da grana que recebi oriunda dos meus direitos trabalhistas ainda tenho meus investimentos. Ou seja dinheiro mais que o suficiente para viver um ano e alguns meses sem depender de ninguém, nessa parte fiquei orgulhosa de mim mesma (Fiz o dever de casa).

Terceiro: Eu já estudava (bem mal pela quantidade de tempo que tinha) para concursos públicos e agora com essa situação, estou focando totalmente neste projeto. Então o blog terá menos postagens, infelizmente.








Novidades

Irei terminar a série que começou em fevereiro sobre os maiores investidores do mundo e suas técnicas, além de continuar com as séries. Por isso venho humildemente pedir a sugestão de vocês, quais séries gostariam de ver aqui no blog? Deixem a sugestão de vocês!

Só ressaltando: Agora as postagens serão apenas uma vez por semana!


Além dissoe queria compartilhar uma pequena felicidade com vocês. O blog começou suas atividades em dezembro do ano passado, quando comecei o blog estava em 121º no no ranking elaborado pelo Uorem do Abacus Liquid, contudo nessa semana recebi uma grata surpresa.

 Hoje o blog está em 35º, ou seja o trabalho bem feito gera resultados.

Obrigada a todos por fazerem parte dessa pequena conquista.

Um grande abraço.


De volta a ativa + novidades

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017




Startups são sinônimos de inovação.

E a cada dia mais novas vão surgindo e ocupando o seu espaço no mundo dos negócios, principalmente geridas por jovens que têm a mente voltada para as tendências do futuro da economia.

Para que você possa sair na frente é necessário se dedicar e conhecer muito bem a área ao qual pretende entrar.

Mas muitos nem se quer tem noção de qual campo de negócio escolher.

Para facilitar, no processo de ideias e criação da sua startup dê uma olhada no infográfico abaixo com 6 super dicas:







[INFOGRÁFICO] 6 Ideias de negócios para criar a sua startup

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sábado, 25 de fevereiro de 2017


Sir John Templeton ficou conhecido por ser extremamente otimista quando se tratava de mercado e investimentos.

Se ainda não viu os outros posts da série acesse-os aqui:


Neste artigo iremos analisar mais de perto a vida, filosofia e estratégias de investimentos de John Templeton, através das seguintes seções:


1. Biografia
2. Técnicas de Investimentos
A. Introdução 
B. Estratégia de Investimentos
C. Aprendendo com a história
3. Infográfico: As 16 leis por John Templeton
4. Conclusão



Biografia

John Marks Templeton nasceu em 29 de novembro de 1912 na pequena cidade de Winchester no Tennessee.

Seguindo os passos de seu irmão mais velho, John ingressou na Universidade de Yale. Durante a grande depressão sua família ficou sem condições para bancar seus estudos, foi então que decidiu utilizar as suas habilidades de fazer dinheiro com o pôquer para se manter estudando. Em 1934 conseguiu se graduar como o primeiro de sua classe.

Mais tarde estudou direito na Universidade de Oxford, finalizando o curso no ano de 1936.

Templeton casou-se duas vezes e teve três filhos. Foi membro da Igreja Presbiteriana por muitos anos e ocupava o cargo de ancião na Primeira Igreja Presbiteriana de Englewood.

Sua fé foi fundamental para que se tornasse um dos maiores filantropos da história. No total doou cerca de U$ 1 bilhão para instituições de caridade.

Em 1964 renunciou a sua cidadania americana, o que lhe permitiu recuperar U$ 100 milhões de dólares em impostos por ter vendido o seu fundo internacional e revertido o valor para instituições de caridade.

Em 1972 criou o maior prêmio em dinheiro anual concedido a um indivíduo, The Templeton Prize. Que premia a pessoa viva que fez uma excepcional contribuição espiritual para a humanidade. O valor do prêmio é  cerca de £ 1.000.000 e excede a premiação entregue pelo famoso prêmio Nobel.

Templeton acreditava que a vida espiritual era tão importante quanto outras áreas de conhecimento e desenvolvimento humano.

Tanto que em 1987 criou a Templeton Foundation, instituição com a finalidade de ser um catalisador filantrópico e de pesquisas no âmbitos que vão desde de ciência, tecnologia, criatividade, filosofia, livre- árbítrio e perdão.

Neste mesmo ano recebeu a alcunha de Sir John Templeton ingressando no seleto grupo dos Cavaleiros Comandantes da Mui Excelente Ordem do Império Britânico, diretamente das mãos da rainha Elisabeth II em consequência de suas ações de caridade. 

Templeton e a rainha Elisabeth II



Faleceu em 8 de julho de 2008 no Doctors Hospital em Nassau, Bahamas em decorrência de uma pneumonia com a idade de 95 anos.

Em seu obituário o Wall Street Journal escreveu: "Como investidor, ele sempre teve confiança que o preço de suas ações iriam subir a longo termo. Apropriadamente, o mesmo "entusiasmo por progresso", como ele mesmo disse, também o tornou um dos grandes líderes mundiais da filantropia." 

Técnicas de Investimentos

Introdução

Por incrível que pareça, muitos especialistas concordam que a principal estratégia usada por Templeton era o seu otimismo, especialmente em cenários catastróficos em que outros investidores estavam em pleno pânico. 

Em 1939 em plena eclosão da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha de Hitler devastava a Europa quando Templeton comprou U$ 100 de todas as ações de empresas que custavam menos de U$ 1. Em sua carteira havia cerca de 104 empresas, destas 4 faliram. De seu investimento de U$ 10.400,00 conseguiu retirar de lucro cerca de U$ 40.000,00 revendendo essas mesmas ações no pós-guerra.


Em 1954 construiu a Templeton Growth Fund, estabelecendo a sua sede no Canadá. Pois lá até então não existia impostos sobre ganhos de capital. Logo construiu a reputação de uma sólida gestora de investimentos orientada para investimentos por todo o globo.


Estratégia de Investimentos 

Templeton usava uma rudimentar e pessoal Análise Fundamentalista combinada com algo que chamava de "caça a barganha", sendo o pioneiro a  investir em ações dentro e fora do seu país através da "procura por companhias que ofereçam preços baixos em troca de benefícios a longo termo". 

Enxergou o mercado japonês como uma mina de ouro, quando os seus conterrâneos apenas viam o país nipônico como produtor de brinquedos que vinham dentro de caixas de cereais.

Como um bom investidor e otimista que era não recusava uma boa aposta, ao ponto de em 1960 a Templeton Growth Fund ter em seu patrimônio cerca de 60% de ativos japoneses. Desfez sua posição na bolsa oriental antes que estivesse com os ativos sobrevalorizados, vendendo para fora do país antes do mercado colapsar em 1989.

Hoje esse tipo de "jogada" e alta concentração por fundo em um só ativo é proibida por Wall Street. 

Sua principal filosofia de investimento era comprar ações "superiores" por preços baratos em momentos de pessimismo máximo. Em entrevista a Forbes em 1988 declarou: "As pessoas sempre me perguntam onde a perspectiva é boa, mas essa é a pergunta errada. A pergunta certa é: Onde está a perspectiva miserável?"

Também acreditava que não existe fórmula simples para encontrar uma boa ação a um bom preço. Sendo necessário algo próximo de 100 fatores em sua análise financeira, até encontrar a "barganha" que tanto procurava.

Contudo entre tantos índices financeiros, em sua concepção, quatro eram essenciais:

1. Índice Preço/Lucro
2. Margem de Lucro Operacional
3. Liquidez
4. Consistência na taxa de crescimento

Por sua vez, quando fazia a sua procura por investir em outros países tinha pelo menos dois requisitos em mente, evitava países socialistas e de alta inflação. Pois acreditava que quanto mais livre uma empresa for melhor para o seu crescimento, evitando assim locais onde existiam extremo controle e regulação por parte do governo.

Aprendendo com a história

Em 1999 no meio do boom das empresas PontoCom, sua sobrinha neta Lauren Templeton lhe fez uma visita em Bahamas. Ela lhe perguntou se ele estava comprando ações de empresas de tecnologia, sua resposta foi surpreendente.

John sorriu e contou a ela a histórias sobre bolhas financeiras que ocorreram no mundo inteiro - desde a tulipa alemã em 1630  àquelas que ele mesmo presenciou no século XX. 

Para ele todas tinham um ponto em comum: Algum item ou indústria da nova era que parecia estar mudando o mundo e, portanto, desafiando as velhas regras de avaliação de empresas (valuation). Muitas dessas invenções realmente mudaram o mundo -a ferrovia, o automóvel, o avião, a internet. No entanto muitos investidores perderam dinheiro tentando participar.

Por quê?

No estágios iniciais, muitos jogadores entram em campo, criando uma concorrência feroz, resultando em poucos sobreviventes. Para cada Amazon, existem centenas de WorldComs. Essas novas empresas apostam cada vez mais alto, refletindo o otimismo da área em que estão inseridas.

Em algum momento, as pessoas acordam para o fato de que existem suposições irrealistas alimentadas pela ganância. Com isso o valor das empresas começam a afundar, e os investidores que tinham esperanças de ficar ricos rapidamente perdem boa parte de seus investimentos.

Ao estudar história dos mercados é possível notar que existem ciclos de boom e de baixa que vêem e vão. Estranhamente, porém a maioria dos investidores tende a tentar prever através das condições atuais, como será o mercado no futuro. Os tempos mudam e o futuro nem sempre seguirá o caminho que queremos. Portanto ás vezes assumir uma posição média é a mais sábia decisão.

Antes que a bolha estourasse criando uma crise John Templeton fez um "trade" que entrou para a história da bolsa americana. Segundo ele foi o dinheiro mais fácil que fez em toda a vida, em apenas algumas semanas em lucros somou U$ 80 milhões. 

O que fez? 

Comprou uma cesta variada de ações de empresas da internet e posteriormente vendeu todas na véspera do fechamento do prazo de seis meses após o IPO (Oferta Pública de Ações - Quando uma empresa vende suas ações pela primeira vez). Quando os CEOS e fundadores de empresas da área de tecnologia inundaram o mercado, a procura de conseguir angariar algum dinheiro.

Ou seja, vendeu as ações antes que ficassem desvalorizadas e a bolha estourasse de uma vez.


Infográfico - As 16 Leis

No livro Investing the Templeton Way: The Market Beating Strategies of Value Investings Legendary Bargain Hunter (não disponível em português) escrito por sua sobrinha neta Lauren Templeton e  Scott Philips lançado em 2008, ironicamente o mesmo ano de falecimento de John Templeton, está descrito aquilo que chamava de 16 leis de investimentos.

Disponível em um infográfico exclusivo para o leitor do blog A Dona da Grana.





Conclusão

John Templeton concentrou basicamente sua estratégia em comprar na baixa, ações de empresas de valor agregado, e vender na alta. Mas fazia questão de comprar aquilo que ele mesmo chamou de barganha, ou seja as ações mais baratas possíveis.

Inovou ao aplicar esse método não só em seu país de origem, mas globalmente.

Fez bilhões com sua estratégia, mas não era seduzido pelo fama e o dinheiro. Religioso e extremamente consciente de seu papel como cidadão deixou boa parte da sua fortuna destinada a filantropia.



Quais as técnicas dos maiores investidores do mundo? - Parte III (John Templeton)

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017




A geração Y engloba os nascidos entre os anos 1980-2000, sendo responsáveis por grandes mudanças no mercado de trabalho.

Os millennials ou também conhecidos como Geração Y compreendem a mais larga geração da história. A maneira como pensam e vivem tem desafiado constantemente as grande empresas a mudarem o forma como lidam com os consumidores.

Eles são nativos digitais, cresceram junto com a tecnologia e são naturalmente multitarefas. Jogam, conversam e comunicam-se através da redes sociais tudo ao mesmo tempo.

A forma como consumem e vivem é bem peculiar dessa geração. É claro que cada um possui a sua personalidade e tendências consumistas bem peculiares, mas a agência Goldman Sachs e o Journal of Management and Marketing Research ao fazer uma extensa pesquisa conseguiu definir alguns padrões de financeiros, que podem ser positivos para todas as gerações.


1. Se divertem mais gastando menos


Millennials sabem aproveitar a vida sem gastar muito. Segundo as pesquisas eles saem para se divertir muito mais que as gerações anteriores e gastam muito menos no processo.

2. Alugar ao invés de comprar


E com isso acabaram criando setores novos de comércio. Como são nativos digitais, tudo deve estar a distância de um app. Portanto cresce o número de empresas que trabalham com o compartilhamento e aluguel de carros, casas e outros produtos. O que facilita o acesso do comprador a produtos baratos e de boa qualidade.

3. Avaliação de produtos e marcas



Mais uma vez a afinidade com a tecnologia tem mudado o relacionamento produtor-consumidor. Com amplo acesso a reviews e comparações de preços forçam as empresas a entregarem o melhor produto com o menor preço, enquanto incentivam a competição entre grandes companhias.

4. Não comprar produtos por conta da marca



Ter uma boa marca já não é mais suficiente para conquistar um membro da Geração Y. Outros fatores como presença online, divulgação através de redes sociais e qualidade aparecem na frente.

 5. Investir mais, contudo não querer ser rico



Alguns paradigmas mudaram com essa geração, eles parecem ser bem mais "pé no chão" que as gerações anteriores. Apesar de estatisticamente investirem mais e melhor eles não almejam serem ricos. Segundo a pesquisa 43% dos entrevistados disseram que querem ter dinheiro apenas para manter "pequenos luxos", pois preferem gastar boa parte do seu dinheiro com experiências como viajar o mundo, por exemplo.

As 5 lições financeiras da Geração Y que todo mundo deveria seguir (A número 5 é a minha favorita)

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